Automações¶
Uma automação liga um gatilho a uma ação: quando algo acontece (um alerta, um chamado, um horário), a plataforma manda um runbook rodar num agente. Esta página explica os gatilhos, os dois tipos de automação (por alerta e por chamado), mais os agendamentos e o histórico de execuções.
Acesse por DevOps → Automações.
Quem usa¶
- SRE e plantão: cria automações de auto-remediação para os alertas mais repetitivos.
- Suporte e operação: automatiza o atendimento de chamados de rotina e roda runbooks sob demanda.
A lista¶
A tela mostra as automações em cards, agrupadas por família: Observabilidade (disparadas por alerta) e Gestão de Serviços (disparadas por chamado). Cada card leva a Configurar e a Execuções. O botão Adicionar abre a paleta de tipos disponíveis para o seu tenant.

Os gatilhos¶
O gatilho é o "quando" da automação. Existem três, e a mesma biblioteca de runbooks serve os três:
| Gatilho | Dispara quando | Configurado em |
|---|---|---|
| Alerta | o monitoramento detecta um problema no escopo que você definiu | automação de Observabilidade (abaixo) |
| Chamado | um chamado entra numa categoria que você definiu | automação de Gestão de Serviços (abaixo) |
| Agendamento | chega o horário marcado (a cada N minutos ou diário) | Job Scheduler |
Cada agente reúne, num só lugar, tudo que o aciona: no menu do agente em Agentes e Identidades, a opção Gatilhos lista os alertas, chamados e agendamentos que disparam trabalho nele.
Automação por alerta (Observabilidade)¶
É a auto-remediação clássica: um alerta dispara e o agente age. O detalhe da automação tem quatro abas: Ação, Gatilho, Executar agora e Execuções.
Aba Ação¶
Define o que roda: o agente e o runbook. Aqui você também vê quais dados do alerta são enviados ao script (hostname, nome do alerta, severidade, status, id do alerta e tags) e pode adicionar parâmetros fixos extras.

Os dados do alerta chegam ao runbook em SP1_PARAMS (a lista completa dos campos está em Runbooks → Quais campos você recebe). O script lê o que precisa; nada disso é tratado como código.
Aba Gatilho¶
Define quando roda. O primeiro campo escolhe o modo:
- Por alerta: dispara sozinho quando um alerta casa o escopo (o caso normal).
- Só manual: nunca dispara sozinho, só pela aba Executar agora. Útil para um runbook que você quer ter à mão mas não automatizar.
No modo por alerta, você desenha o escopo com quatro filtros:
| Filtro | O que faz | Exemplo |
|---|---|---|
| Host | limita aos hosts que casam o padrão (aceita curinga *) |
web* pega web01, web02, webproxy |
| Nome do alerta | limita aos alertas cujo nome casa (aceita curinga); vazio casa qualquer alerta | *CPU*, Serviço parado* |
| Severidade | um ou mais níveis | Crítico, Alto |
| Tags | casa se o alerta tiver qualquer uma das tags | apache, http |

Os filtros se somam (E), as tags se juntam (OU)
A automação só dispara quando o alerta bate todos os filtros preenchidos ao mesmo tempo (host e nome e severidade). Dentro do campo Tags, basta uma das tags casar. Deixe um filtro vazio para não restringir por ele. Comece restrito (um host, uma severidade) e vá abrindo, é mais seguro que o contrário.
Ainda no Gatilho, dois pontos importantes:
- Mirar o host que alertou: adicione, na aba Ação, um parâmetro chamado
limitmapeado para o campohostname. Assim, num runbook Ansible, o--limitrestringe a execução ao host exato que disparou, em vez de rodar no grupo inteiro. - Na recuperação: escolha se a automação também roda quando o alerta se resolve (
Executar novamente) ou se ignora a recuperação (o padrão). Rodar na recuperação é útil, por exemplo, para reabrir tráfego depois que um serviço volta.
Aba Executar agora¶
Roda a automação na hora, sem esperar o gatilho. Serve para validar o runbook ou agir sob demanda. Informe parâmetros opcionais no formato chave=valor (ex.: host=web03), clique em Executar agora e o log aparece ali, ao vivo.

Aba Execuções¶
O histórico desta automação: quando rodou, o status, a origem e o log de cada execução.
Automação por chamado (Gestão de Serviços)¶
Aqui o gatilho é um chamado: quando um chamado entra numa categoria que você definiu, o agente executa o runbook, e o runbook pode até responder de volta no próprio chamado (ver Exemplos → Atender um chamado). É o tipo Chamado aciona agente, na família Gestão de Serviços.
Para criar, em Adicionar escolha Gestão de Serviços → Chamado aciona agente. A configuração tem três partes:

1. Ação (agente e runbook). Escolha o agente que vai executar e o runbook (a lista mostra o catálogo de runbooks ativos do seu tenant).
2. Mapa de parâmetros (opcional). Cada linha manda um campo do chamado para um parâmetro do runbook (a lista completa está em Runbooks → Quais campos você recebe). Para o runbook conseguir responder no chamado depois, mapeie o ID do chamado para um parâmetro (ex.: ticket_id ← ID do chamado).
3. Escopo (qual chamado dispara). É onde entra a categoria:
- Tipo de chamado: Incidente ou Requisição.
- Idade mínima: só dispara em chamados com mais de X minutos (evita agir num chamado que o solicitante ainda está editando).
- Escopo por categoria: Todas, Só estas ou Todas exceto. No modo "Só estas" (ou "Todas exceto"), você seleciona por Família → Serviço → Subcategoria, que é a árvore de categorias do seu Service Desk. As escolhas viram chips, e a automação só age nos chamados dessas categorias.
Sempre valide em simulação primeiro
A automação de chamado tem um modo simulação (dry-run): ligue-o e a automação mostra quais chamados casariam, sem executar nada nem tocar nos chamados. Confira o escopo, depois desligue a simulação. É a rede de segurança para não disparar num escopo largo demais.
O botão Executar agora roda a automação imediatamente sobre os chamados que estão no escopo (respeitando a simulação, se ligada), útil para testar sem esperar um chamado novo.
Requer Service Desk configurado
A automação por chamado só aparece para tenants com o módulo de Service Desk ativo, porque o escopo lê a árvore de categorias do seu Service Desk. Sem ele, você ainda tem as automações por alerta e os agendamentos.
Agendamentos¶
Quando você não quer esperar um alerta nem um chamado, um agendamento roda o runbook em horários fixos: a cada N minutos ou todo dia num horário e dias da semana. É o substituto do cron espalhado por máquina, centralizado e com histórico.
Acesse por DevOps → Job Scheduler.

Ao criar, escolha o agente, o runbook, a frequência (intervalo ou diário) e ative. Cada disparo entra na fila do agente e aparece em Execuções; o agendamento também aparece nos Gatilhos do agente. Passo a passo em Exemplos → Limpeza agendada.
Agendamento roda em agente, não na plataforma
O trabalho é enfileirado para o agente daquele ambiente, que executa localmente. Se o agente estiver fora do ar, as execuções ficam na fila até ele voltar (e você pode cancelá-las, ver abaixo).
Execuções¶
Toda vez que um runbook roda, seja por alerta, por chamado, por agendamento ou manual, vira uma execução. A tela reúne o histórico de todos os agentes do tenant.
Acesse por DevOps → Agent runs.

Clique numa linha para ver o log completo e os parâmetros. A coluna Origem diz qual gatilho disparou (Manual, Monitoramento, Chamado, Agendada). Execuções na fila de um agente que está offline ganham um aviso e podem ser canceladas (não vão rodar até o agente voltar). Filtre por status e busque por agente ou runbook.
Relatório¶
O Relatório de automação consolida o que as suas automações entregaram no período: chamados auto-tratados, execuções concluídas dos agentes, tempo estimado economizado e agentes online. Cada card, tipo e agente leva ao detalhe (a lista de execuções filtrada).
Acesse por DevOps → Automation report.

Execuções concluídas, não enfileiradas
O relatório conta as execuções que terminaram no período. O que ainda está na fila aparece à parte e não infla os números. O tempo economizado parte dos chamados resolvidos pela automação no Service Desk mais as remediações de alerta concluídas, com minutos por ação ajustados ao seu ambiente; passe o mouse no card para ver a conta.
Próximos passos¶
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Exemplos prontos
Receitas completas dos dois gatilhos (alerta e chamado), de copiar e ajustar.
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Rever os agentes
Instalação, inventário e ciclo de vida do agente que executa tudo isso.